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Uma lição de amizade, tolerância, respeito e união
ana
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Quem tem pets em casa sabe que a chance de momentos que devem ser registrados acontecer é muito grande, por isso um fotógrafo que se preze (não sou na maior parte do tempo esse cara) tem sempre a sua câmera à mão.
O Titi (calopsita) adora o Shiro (cachorro) e vice-versa. Sempre que o Titi chegava perto do Shiro ele tentava conversar com ele – Oi Titi! – dizia sem obter resposta. Obviamente o Shiro não sabe falar, mas correspondia ao cumprimento com o olhar e eu estou certa de que o Titi entendia. É incrível, mas o Titi é o único ser que podia chegar perto da tigela de ração do Shiro, quando ele estava comendo, e ainda roubar um grão sem que nada acontecesse, se eu chegasse perto levava uma latida daquelas. O Shiro também era responsável por não deixar o Titi muito saliente no quintal, sempre que ele ia dar as suas voltinhas Shiro tratava de colocá-lo pra dentro. Agora Titi está no viveiro construindo a sua família.
Sempre presenciava esses momentos, e desde então procurava manter a câmera sempre por perto. E nesse dia, providencialmente, consegui registrar essa demonstração de carinho, uma bela de uma lambida, como um bom Boxer sabe fazer. Também não consigo entender como algumas pessoas podem não gostar de animais, mas essa é outra história.
O que quero deixar clara é a lição que podemos tirar desse fato tão cotidiano, principalmente depois dos últimos acontecimentos, tão vergonhosos, que tomaram conta do país. Como dois seres tão diferentes podem viver tão bem? Como seres de espécies, tamanhos e naturezas tão diversas podem conviver em harmonia?
Essa lição todos nós deveríamos aprender: amizade, tolerância, respeito e união.
Se um Canis lupus familiaris e um Nymphicus hollandicus conseguiram, será que o Homo sapiens não conseguirá? Ou ele cederá o lugar, definitivamente, para o Homo demens?
“Surge, então, a face do homem escondido pelo conceito tranqüilizador e emoliente do sapiens. Trata-se de um ser de uma afetividade imensa e instável, que sorri, ri, chora, um ser ansioso e angustiado, um ser gozador, embriagado, extático, violento, furioso, amante, um ser invadido pelo imaginário, um ser que conhece a morte e não pode acreditar nela, um ser que segrega o mito e a magia, um ser possuído pelos espíritos e pelos deuses, um ser que se alimenta de ilusões e de quimeras, um ser subjetivo cujas relações com o mundo objetivo são sempre incertas, um ser submetido ao erro, ao devaneio, um ser híbrico que produz a desordem.”
Edgar Morin – O Paradigma Perdido
ana
Porque amigo é pra essas coisas…
ana
Não estavam todos, mas todos os que estavam são muito especiais. Vocês com certeza tornam a minha vida muito mais agradável, muito mais bonita. Obrigada!
ana
ana
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Olhos Marejados
Um pouco de kitsch
O tempo passa…
If you saw me now you wouldn’t even know my name.
I bet you’re fat and married and you’re always home in bed by half-past eight.
And if I talked about the old times you’d get bored and you’ll have nothing more to say.
Yes people often change, but memories of people can remain.









