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Archive for maio \24\UTC 2011

STATUS

maio 24, 2011 9 comentários

ana

Do vazio ao medo, situações que não podemos mudar ou o tempo que não podemos parar. Como capturar um estado? Essa foi a incumbência da série Status.

ana

Uma tentativa de apreender situações e sentimentos através de cenas e objetos carregados de significados. É um mergulho no mundo subjetivo que em muitos momentos fica soterrado pelo modo de vida contemporâneo, que valoriza sobremaneira o rápido, o objetivo e em muitas ocasiões o superficial.

ana

Uma pausa para refletir e repensar nossos sonhos, anseios, medos e arrependimentos. Utiliza um dos principais recursos da fotografia: congelar o tempo. Traz à tona as questões abordadas pela cena, provoca a reflexão no espectador e nos mostra aquilo que algumas vezes deixamos passar despercebido, que algumas vezes não queremos ou não conseguimos enxergar.

ana

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ana

As trevas que me perdoem, mas a luz é fundamental!

maio 20, 2011 4 comentários

ana

E eis que o sol aparece e revela um mundo encantado no corredor da minha casa. Formas, cores e texturas. Está tudo ali, basta olhar com muita atenção, mas sem ela, a luz, nada disso seria possível:

ana

© Ana Paula Umeda

ana

© Ana Paula Umeda

ana

© Ana Paula Umeda

ana

Battlefield 3 e a velha obsessão pela realidade

maio 18, 2011 1 comentário

ana

Há algumas semanas o mundo dos games entrou em polvorosa: foi lançado o primeiro teaser do jogo “Battlefield 3”. Para quem entende do assunto, uma verdadeira revolução.  Assisti a alguns vídeos e confesso que fiquei impressionada. Não sou muito fã de jogos, mas até arrisco um “Mario Kart Wii” com o meu irmão de vez em quando e como, sim, sou da época do bom e velho “Atari” consigo perceber claramente a grande evolução que o Battlefield traz. Para quem tiver curiosidade acesse: Tech Tudo.

ana

Ao assistir ao vídeo que apresenta o jogo logo percebemos que o grande feito da EA Vídeo Games, dos estúdios da Dice e da engine Frostbite 2 é a proximidade com a realidade.

ana

David Allan, A origem da pintura, 1775

ana

Desde o primeiro retrato descrito por Plínio, o Velho até o tão aguardado lançamento de Battlefield 3 o homem busca representar a natureza e a si próprio da maneira mais fiel possível. Mesmo depois do surgimento da fotografia pintores como Max Ferguson, os desenvolvedores do citado game, entre outros reforçam essa obsessão pela realidade. Realidade essa que para muitos pensadores já não existe:

ana

“O real é produzido a partir de células miniaturizadas, de matrizes e de memórias, de modelos de comando – e pode ser reproduzido um número indefinido de vezes a partir daí. Já não tem de ser racional, pois já não se compara com nenhuma instância, ideal ou negativa. É apenas operacional. Na verdade, já não é o real, pois já não está envolto em nenhum imaginário. É um hiper-real, produto de síntese irradiando modelos combinatórios num hiperespaço sem atmosfera.”

ana

Jean Baudrillard – Simulacros e Simulação

ana

O problema é que muitas vezes esse “real” produzido pelos meios de comunicação está muito longe da nossa realidade. É o peso que não conseguimos atingir, a altura que não temos, o emprego que não é adequado ou o sucesso que não é alcançado. Na busca incessante pela nossa adequação neste mundo ideal somos obrigados a consumir cada vez mais os produtos que trazem consigo a promessa, nem sempre cumprida, de nos levar a um lugar ao sol.

ana

É o jogo que pode nos transformar em heróis, com a vantagem de não precisarmos correr perigos e muito menos morrer, é o filme de comédia romântica que vai me dizer qual o tipo de relacionamento e parceiro mais adequado, é o programa de moda que irá ditar o que usar e como usar e até mesmo o programa do chef famoso que vai me ensinar que comida preparar e como servir.

ana

E dessa forma nossa vida é invadida pelo real que precisamos nos esforçar para transformar em realidade, afinal, como poderemos nos identificar com essa realidade se formos tão diferentes? Esforço esse quase nunca suficiente, realidades fragmentadas e com prazo de validade muito curto, logo surge uma nova realidade, mais adequada, mais “cool”, mais “in” e lá vamos nós de novo, de volta ao campo de batalha.

ana

“O paradoxo do realismo consiste em inventar ficções que parecem realidades. Entretanto, a esse espelhamento deve-se adicionar outro componente. A realidade é socialmente fabricada, e uma das postulações da modernidade tardia é a percepção de que os imaginários culturais são parte da realidade e que nosso acesso ao real e à realidade somente se processa por meio de representações, narrativas e imagens.”

ana

Beatriz Jaguaribe – O Choque do Real

ana

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